uma nova nódoa negra. levei com um armário nas costas. dilemas intermináveis. terminou o verão. olá outono. tenho os teus dias cheios. tenho feito rimas forçadas. tenho sentido vergonha. tenho sentido orgulho. sei que há um caminho novo que quero trilhar. sofro por antecipação. sofro por ansiedade. sofro por saber que há quem sofra de verdade. os olhos lacrimejam, pois. só por saber que há alguém que. por solidão. os cabelos caiem, espalham-se por todo o sítio. olá outono. o meu corpo em constante metamorfose. hoje fui uma pétala.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
o meu corpo está uma concha fechada
não conheço o movimento a seguir à decisão
ou estilhaço tudo e divirto-me a apanhar os bocados
ou abro lentamente e descubro o que lá vem devagar
os ossos todos se arrepiam
as veias arrebitam
o medo é medonho.
acho que quero vomitar.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
voltei a ter sonhos bonitos
volto a mim, a pouco e pouco.
pertenço-me.
os passos são cuidados, mas algo desequilibrados
tenho os calcanhares com nódoas negras
o coração dorido do tempo
a alma cheia de abraços
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