Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

dos corpos deitados



regresso para perto do oceano. aqui estou. com o sol a deitar-se em mais um final de dia. e tantos dias passam e tanto o coração aperta. tantos corpos se deitam em tantos finais de dia que ainda são de dia. tanta injustiça que caminha lado-a-lado com tamanha beleza. e que tamanho temos. e que tamanho têm as montanhas viradas para o mediterrâneo. as fronteiras, a ideia de fronteira, altera-se, agiganta-se. a fronteira traz o medo, a insegurança. a fronteira é a guerra. a fronteira não são rios mas sim mapas manchados de sangue. não consigo virar a cara. fico parada alguns momentos no mesmo sítio com os olhos a inundarem-se de lágrimas. são armas. e são pessoas que morreram ou estão a morrer à entrada dos hospitais e são tantas as crianças. e as mães gritam. e ouço gritos de mulheres. e as câmaras tremem e as imagens dificilmente mentem. e agora? e agora que caminho com o coração cheio de sorrisos e disponibilidade e visão. e fecho os olhos e ainda ouço os grilos e ainda cheiro a humidade do mar e ainda ouço as árvores e ainda vejo os sorrisos e ainda ouço as vozes e os cânticos e ainda danço. e o meu coração dança e rodopia e fico tonta e tão tonta com beleza tamanha. mas o meu coração fica parado. e os meus olhos ficam inundados de lágrimas quando as imagens gritam a injustiça, quando as fronteiras são guerra, porque quando o mundo pára-páro com ele. 

(entre líbano/portugal/síria)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

«(...)Eli doesn't know if he can ever write a poem again
one third of the homeless men in this country are veterans
and we have the nerve to Support Our Troops
with pretty yellow ribbons
while giving nothing but dirty looks to their outstretched hands
tell me what land of the free
sets free its eighteen-year-old kids into greedy war zones
hones them like missiles
then returns their bones in the middle of the night
so no one can see
each death swept beneath the carpet and hidden like dirt
each life a promise we never kept
(...)»

Andrea Gibson, poet and activist
http://www.andreagibson.org/poems/poems_foreli.html
ficheiro audio no link (spoken word)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

mancha de pólvora


 

 

Léon Gimpel